sexta-feira, 17 de abril de 2009

Corpo e alma

"Pra não sucumbir depois de ouvir
Depois de compreender
Depois de não haver o que falar,
O cérebro de tão bem formado não me permite
O fim imediato.
O incômodo, a ânsia, a dor só podem ter uma explicação
Para estapear minha face,
e tais sensações inimigas na forma, mas amigas na verdade
ejetam minhas virtudes,
a isso chamam evolução, crescimento,
eu não sabia. Agradeço a chance de ter em um ser operante
um cérebro para acalmar a tempestade
e um corpo real para executar a existência."
(ago\08)

Sem título III

"Dia desses compreende-se a desilusão da vida
Para suportá-la - o que nela puder projetar
Pois sim, será doce e ardida
Para então ouvi-la cantar

Dia desses descobre-se a finitude
Assim que a aceitares cairão da torre à terra
as idéias malditas e pestilentas
os momentos de agonia e solidão

O que de sublime se fez,
Quem disse? Sublime é ser gente
Antes mesmo da embriaguez

Dia desses te levarão daqui,
Sem tua anuência ou desapego
É injusto? Apenas some daqui."
(out/08)