terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Do título

É preciso, antes de dar continuidade a este blog, esclarecer a razão do título.
Terei que dissertar acerca da espécie humana.

Muitas vezes nos deparamos uns com os outros em situações corriqueiras, e muitas dessas situações tornam-se irremediavelmente desagradáveis...
Por exemplo, num ônibus, quando ele está lotado e uma pessoa está 'deitada' ocupando uns três bancos (!) Ou quando (ainda no ônibus) as pessoas não se movem para ceder um lugar para um idoso ou uma grávida (!) Ou quando, no trânsito, um ilustre espertinho resolve 'ultrapassar' aquela fila gigante de carros pelo acostamento achando que vai se dar bem (!) Ou quando passa do horário de silêncio no condomínio e alguém fica com som alto, ou gritando, batendo cadeiras e afins (!) Ou quando num evento qualquer sempre tem aqueles que se produzem para parecer mais importantes do que os outros, e, convenhamos, uma roupa faz mesmo a gente saber se uma pessoa é do "bem ou do mal", a conclusão máxima que você poderá tirar é que têm ou não dinheiro, nem dá pra saber se são otárias em gastar com roupas de marca ou não (tudo bem vai, se você quiser pensar nisso pode pensar...), acham mesmo que a aparência traz escrito quem é quem (!) Ou quando alguém quer muito, mas muito opinar sobre um assunto mas na verdade não sabe nada sobre aquilo e acha que está arrasando só porque falou uma palavra mais elaborada (!) Ou quando alguém comete algum crime (!)
Existem diversas situações chatas não é mesmo? Pois então... É nessas horas que eu odeio a atitude das pessoas, mas como não devemos julgar sem conhecimento de causa, talvez estejam apenas com algum problema freudiano, nada absurdo.
O problema surge quando da falta de respeito, há a idéia vaga, medíocre de superioridade que trava as relações humanas, por isso expresso esse extremo pela frase: ODEIO GENTE.

Esclarecida essa sentença, vamos à próxima que é também uma impressão minha acerca da nossa espécie.
Quantas vezes já presenciamos um gesto de afeto, um carinho, um sorriso. (?) Ou quando se lê uma obra como as de Machado de Assis, Umberto Eco, Zélia Gattai, Vinícius de Morais, José Saramgo, e muitos outros, que reprsentam a criatividade e inteligência humana, em outro aspecto Mozart, Chico Buarque, Beatles, em outro ainda, Picasso, Dalí, Tarsila (?) Nem precisamos pensar nesses 'artistas', só de ver um trabalhador na rua, um professor ensinando, um nenê aprendendo a falar, uma pessoa dizendo 'desculpa!' (?) Ou conhecer uma pessoa capaz de ouvir e dar atenção a outras pessoas (?) Ou ser capaz de criar um automóvel, um lápis, uma escola, uma estrada, um cinema, uma rede de energia elétrica, um navio, um programa de computador, uma pasta de dentes, um chinelo, um alimento congelado, uma outra pessoa... (?)Ou ver alguém dançando, criando, falando, chorando, mas por puro ímpeto, sem causa aparente são coisas que gosto de definir como legítimos SERES HUMANOS.

Entendido isso, resumo-nos como um ser de dois opostos, por isso esse blog não poderá seguir nenhum padrão. O que vier à mente será aqui exibido.

Pronto, é isso que é.

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