quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cru

"Sou poeta, que mais eu posso ser?
Se acredito ser somente no encontro com a liberdade
E a liberdade é criar.
É o único momento que sou para mim
E para ser, passo antes pelo aval da verdade
Como encontrar tempo para dialogar com ela?
Estou num plano – um plano que exige de mim coisas que eu não sou (ou sou, pelo menos para este plano)
Preciso parecer, preciso fingir.
Mas não me parece fingimento, pois não conheço o original;
O original é tão necessário, tão primordial, e me foi tolhido conhecê-lo.
Não é justo!
O que é justo?
Por que permitiram que eu questionasse – ou será que eu autorizei-me a tanto?
Deixar de atribuir aos outros qualquer responsabilidade parece ser o mais viável.
Eu decidi viver, eu resolvo, eu me pergunto, eu respondo.
Aos outros que nessas palavras pronunciaram-se, um pedido:
Ajudem-me a encontrar a verdade para eu me encontrar."
(jan\09)

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